sábado, 24 de junho de 2017

A fuga pela palavra...

Presença-ausência

Há noites em que pareço estar só.

Mas na verdade há uma solidão a me seguir 
E se faz presente. 
Ofereço a ela cervejas, cigarros e poemas.
Porém...ela só quer bailar.
Quando será a última dança? 
Quando ouviremos a canção pela última vez?
Chove!
Talvez seja a metáfora de um eu inundado por dentro 
Que amo essa solidão que me acompanha...
Que está tão perto e tão longe de mim.
E fez-se amor nesse estar só...fez-se vida, 
Tal qual a flor de Drummond que rompera o asfalto,
O amor veio da solidão que me segue hoje
E seguirá sempre...

Depois de um tempão...cá estou eu...


Só à noite

Procuro caminhos,

Encontro-os vazios.
As luzes dessa cidade gélida
Falam comigo
E me aquecem.

Estou mudo,

Mudado, mudando
Cotidianamente.
O vinho me acompanha
E acalma meu coração.

Com o passar das horas

O frio aumenta.
Volto para casa, 
Estou só entre livros,
Roupas e fotografias. 

O que me resta além da memória?

O quarto parece cada vez maior.
O vinho ainda me acompanha.
Então, ponho-me a te olhar.
Estás tão perto...

Sinto que o remédio para a solidão

Está em mim, 
Pois, tu aqui habitas!
Tens em meu corpo
Tua morada acalentadora.

Descubro que aquele vinho

Não acalma mais do que teu sorriso.
Que as luzes dessa cidade
Não me falam nem aquecem tanto 
Como teus olhos.

Então, percebo que o verbo amar

Tem outro significado
Quanto és tu
O complemento que faltava
Em minha vida...

sábado, 23 de julho de 2016

Acabou de sair do forno. 

Bom dia!

http://www.encontro2016.historiaoral.org.br/resources/anais/13/1461872632_ARQUIVO_ARTIGOHISTORIAORAL-POA.pdf

sexta-feira, 22 de julho de 2016

(...) Porém o meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima. (...)
                                                                     
                                                                                     (CDA - A Flor e a Náusea)

Boa tarde!!!

domingo, 26 de junho de 2016

Esse texto do Manu diz muito do que sou/estou atualmente...


POEMA SÓ PARA JAIME OVALLE

Quando hoje acordei, ainda fazia escuro
(Embora a manhã já estivesse avançada).
Chovia.
Chovia uma triste chuva de resignação
Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite.
Então me levantei,
Bebi o café que eu mesmo preparei,
Depois me deitei novamente, acendi um cigarro e fiquei pensando...
- Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei.



Taí um texto que considero um dos mais belos de nossas (ou não tão nossas assim) letras.

Lembrança de morrer (Álvares de Azevedo)

 
No more! o never more!
SHELLEY.


Quando em meu peito rebentar-se a fibra
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
Em pálpebra demente.
 

E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.
 

Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
— Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;
 

Como o desterro de minh'alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade — é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.
 

Só levo uma saudade — é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas...
De ti, ó minha mãe, pobre coitada
Que por minha tristeza te definhas!
 

De meu pai... de meus únicos amigos,
Poucos — bem poucos — e que não zombavam
Quando, em noite de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.
 

Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda
É pela virgem que sonhei... que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!
 

Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores...
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.
 

Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo....
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!
 

Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nelas
— Foi poeta — sonhou — e amou na vida.—
 

Sombras do vale, noites da montanha
Que minh'alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!
 

Mas quando preludia ave d'aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos...
Deixai a lua prantear-me a lousa!
 

Muitos e muitas sabem da pesquisa acerca da figura de Bruno de Menezes. Para quem interesse, disponibilizarei nesta postagem alguns links de artigos que publiquei acerca do tema. 

Abraços e boa leitura.

http://seminarioamericalatina.com.br/wp-content/uploads/2015/07/A-ANTROPO%C3%89TICA-DE-BRUNO-DE-MENEZES-UMA-PERSPECTIVA-LATINO-AMERICANA-Rodrigo-de-Souza-Wanzeler.pdf

http://www.elhablador.com/dossier18_souza.html

http://www4.fsanet.com.br/revista/index.php/fsa/article/view/974